Mamografia: O exame que salva, mas que às vezes é desprezado

Em 06/02/2020 15:28

Opinião por Agência de Notícias Qbo Mais

Mamografia: O exame que salva, mas que às vezes é desprezado

Em 2019, o departamento de radiologia da Fundação Hospitalar São Lourenço realizou 1.008 mamografias. Número poderia ser maior se houvesse ampla conscientização sobre a importância do exame.  

Comemorado no dia 05 de fevereiro, o Dia Nacional da Mamografia busca sensibilizar mulheres sobre a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama, uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 70% das brasileiras entre 50 e 69 anos têm acesso à mamografia – incluindo rede pública e privada. Contudo, pesquisas mostram que apenas 20% das mulheres brasileiras fazem a mamografia ao menos a cada dois anos.

De acordo a médica da Fundação Hospitalar São Lourenço, Samyra Soligo Rovani, o exame é fundamental para o rastreamento e diagnóstico precoce do segundo tipo de câncer mais frequente no mundo que é o câncer de mama. “A detecção da doença em estágio inicial favorece o tratamento, aumenta as chances de cura e diminui o impacto da doença”, argumenta.

Samyra explica que a mamografia é indicada para mulheres de 40 a 49 anos que tiverem o exame clínico das mamas alterado e mulheres com 35 anos ou mais com risco elevado - exame clínico das mamas alterado. No caso de mulheres de 50 a 69 anos, a recomendação é fazer mamografia a cada dois anos. “As idades são baseadas em informações do Ministério da Saúde. A Sociedade Brasileira de Mastologia, Colégio Brasileiro de Radiologia e a Federação brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomendam a mamografia para mulheres a partir dos 40 anos, dos 40 aos 50 anos a cada dois anos e a partir dos 50 anos, exame anual”, orienta.

Homens também podem e devem fazer o exame quando tiverem alguma alteração nas mamas, como aumento repentino no volume das mamas, eliminação de qualquer substância líquida ou alteração da sensibilidade dos mamilos, presença de nódulos palpáveis e outras alterações significativas.

Apesar de ser um exame importante, que pode colaborar com o diagnóstico precoce do câncer de mama, a médica lembra que ainda há resistência por parte de algumas mulheres. Segundo ela, isso por que há mitos em torno do assunto.

Mitos X verdades

Quanto maior a mama maior a intensidade da dor durante o exame: mentira. Nem sempre o paciente sente dor, e depende da sensibilidade de cada um;

Pode fazer mamografia menstruada: pode. Embora, se possível, pode ser evitada, pois como as mamas geralmente estão mais inchadas o desconforte pode ser maior;

A radiação da mamografia faz mal para a saúde: mentira. A exposição à radiação da mamografia é pequena.

Mamografia causa câncer: não. A quantidade de raio-x a que o paciente é exposto é pequena.


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