Fogo atinge Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio

Incêndio destrói a CER Barra da Tijuca, que faz parte do complexo. Não há informações sobre feridos, mas emergência foi fechada às 17h.

Em 03/11/2018 17:23
Atualizado em 03/11/2018 17:24

Notícia por Agência de Notícias Qbo Mais

Fogo atinge Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio

Um incêndio destruiu, na tarde deste sábado (3), parte do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca - um dos maiores da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Não há registro de feridos, mas às 17h a Emergência da unidade foi fechada para novos pacientes.

As chamas começaram pouco antes das 16h no segundo andar da Coordenação de Emergência Regional da Barra, que compõe o complexo do Lourenço Jorge e serve de 'triagem' para serviços prestados no hospital.

Uma enfermeira que não quis se identificar contou por telefone que vários profissionais do Lourenço Jorge saíram correndo em direção à CER para ajudar os pacientes que estavam lá dentro. Não tinha ninguém ferido gravemente, segundo ela.

"Todo mundo saiu correndo pra ajudar. Os pacientes estão sendo levados para outras alas, estamos organizando as pessoas aqui nos corredores", diz.

Bombeiros também não tinham registro de feridos até as 16h45.

Unidade superlotada

Um socorrista de ambulância falou que o fogo começou por volta das 15h40 e em 10 minutos já tinha acabado com quase tudo. Ele participou do resgate dos pacientes que estavam no local. Segundo profissionais da UPA, o local estava superlotado, com aproximadamente 300 pessoas.

Segundo eles, a ajuda de médicos, socorristas, maqueiros foi essencial para que conseguissem remover todas as pessoas com segurança até os bombeiros chegarem.

"Sempre trabalhamos no limite, sem condições. Se não fosse essa ajuda, seria uma tragédia gigante. Tinha muita gente lá dentro, pessoas acamadas, pessoas entubadas. Levamos todo mundo para o Lourenço Jorge que já estava lotado".

Segundo os profissionais ouvidos, eles descartam a possibilidade de incêndio criminoso pois, segundo eles, o fogo teria começado na parte de cima da estrutura, possivelmente na parte elétrica do ar-condicionado.

"Se o fogo tivesse começado por baixo, tinha morrido todo mundo, pois não daria tempo pra gente entrar. Houve muito grito, desespero, mas conseguimos salvar todo mundo", disse uma enfermeira.

Os profissionais não quiseram se identificar pois, segundo eles, estão sofrendo com ameaças de demissão da prefeitura.

"Aqui está todo mundo com dois meses de salários atrasados, hospital sem manutenção. A tomografia do Lourenço Jorge ficou quebrada há mais de um ano, agora você imagina todo mundo que estava na UPA, superlotada, no hospital, que também está sem recursos? Isso é um absurdo".