Chapecoense fecha acordo de indenização com 20 famílias de vítimas da tragédia

O valor gira em torno de R$ 14 milhões e foi parcelado.

Em 07/05/2019 06:41

Notícia por Agência de Notícias Qbo Mais

Chapecoense fecha acordo de indenização com 20 famílias de vítimas da tragédia

A Chapecoense informou nesta segunda-feira (6) que fechou acordo de indenização com 20 famílias de vítimas da tragédia aérea na Colômbia, em 29 de novembro de 2016, durante a viagem do time para a decisão da Copa Sul-Americana.

O valor gira em torno de R$ 14 milhões e foi parcelado, segundo Paulo Ricardo Magro, diretor financeiro do clube catarinense. Os nomes dos familiares e o parentesco com as vítimas não foi revelado no encontro. No total, a Chapecoense foi alvo de 43 ações cíveis após o acidente e conseguiu o acordo com quase metade.

"Temos 20 acordos encerrados. O que eu digo encerrados não são pagos, mas ajuizados. A Chapecoense vai pagá-los. Isso o departamento jurídico conduz muito bem. Em momento algum a Chapecoense virou as costas para nenhum familiar" explicou Paulo Ricardo Magro.

Acidente

A aeronave da empresa LaMia que levava a equipe da Chapecoense para a primeira partida da final da Copa Sul-Americana saiu de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, com destino a Medellín, na Colômbia, mas caiu pouco antes de pousar no aeroporto José María Córdova.

O acidente causou a morte de 71 pessoas, entre jogadores, dirigentes, funcionários, convidados, jornalistas e membros da tripulação. O zagueiro Neto, o lateral Alan Ruschel e o goleiro Follmann foram os únicos atletas que sobreviveram. Além dele, Rafael Henzel também foi encontrado com vida. Ele morreu no fim de março, vítima de infarto enquanto jogava futebol.

A investigação das autoridades concluiu que a queda da aeronave foi motivada por falta de combustível. Funcionários aeroportuários e de aviação civil e da LaMia foram apontados como culpados por graves falhas técnicas.

Ações trabalhistas

Responsável pela contratação da LaMia, a Chapecoense lida com o ônus dos processos jurídicos. Ao todo, 27 eram trabalhistas e feitos por familiares de ex-jogadores e funcionários. Os outros, que totalizam 43, são cíveis, propostos por parentes de vítimas que não possuíam contrato de trabalho com a equipe, como diretores, jornalistas e convidados.

Um dos casos trabalhistas finalizados foi com os familiares do lateral Dener, que morreu aos 25 anos. O clube irá pagar R$ 60 mil por danos morais aos pais do jogador.

O prazo para o ingresso de ações trabalhistas terminou em 29 de novembro de 2018, data que marcou os dois anos da tragédia. A exceção, neste caso, é para funcionários e atletas com filhos menores de 18 anos e que só poderão mover processo quando completarem a maioridade.

Informações: G1SC   Foto: AP

 


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