Após destruir milharais na Argentina, granizo ameaça lavouras no Sul

Segundo os dados do Serviço Nacional de Meteorologia da Argentina, entre as 9h do dia 11 e as 9h do dia 12, foram entre 75 e 250 milímetros de chuva entre as regiões de Santa Fé, Concórdia e Córdoba.

Em 14/11/2018 19:56

Notícia por Agência de Notícias Qbo Mais

Após destruir milharais na Argentina, granizo ameaça lavouras no Sul

Instabilidades que prejudicaram lavouras de milho na Argentina avançam pelo Sul do Brasil. Parte do milho no país vizinho está em fase de desenvolvimento vegetativo. Os danos aconteceram na região do pampa úmido, e o sudeste de Córdoba foi a região mais atingida. Na tarde de segunda-feira, dia 12, houve a formação de um tornado na região de Santa Fé, na Argentina, precisamente entre as cidades de El Timbó e Guadalupe Norte. Esse fenômeno foi provocado por um sistema de baixa pressão atmosférica na região.

 Segundo os dados do Serviço Nacional de Meteorologia da Argentina, entre as 9h do dia 11 e as 9h do dia 12, foram entre 75 e 250 milímetros de chuva entre as regiões de Santa Fé, Concórdia e Córdoba.

 Essas instabilidades já avançaram pelo Rio Grande do Sul e trouxeram volumes de mais de 90 milímetros em algumas áreas como Uruguaiana, de acordo com as estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em Alegrete, de acordo com o Cemaden, o volume foi de 77 milímetros nas últimas 24 horas.

 Para esta quarta-feira, dia 14, o potencial ainda é de chuva forte em todo o estado, com chance para granizo e ventania. Os volumes podem passar dos 50 milímetros. Depois do feriado prolongado, a expectativa é de chuva mais para o Nordeste do Brasil e com uma menor quantidade para o Sul do país.

 O que é um tornado?

 O tornado é uma nuvem em forma de funil que toca o solo e cujos os ventos giratórios podem alcançar de 110 km/h a 500 km/h. Essa intensidade dos ventos são medidas por uma escala chamada Fujita (ou Fujita-Pearson Tornado Intensity Scale), que vai de 0 à 5. Vale salientar que o tornado é o fenômeno mais devastador, possui um pequeno diâmetro (de centenas de metros à 2 km na média, mas já houve casos que já chegou aos 4,2km) e dura pouco, de minutos a meia hora, causando consequentemente danos por onde passa.

 Ele se forma geralmente em uma nuvem de tempestade chamada de supercélula, que surge a partir do encontro de uma massa de ar frio e seca com outra massa de ar quente e úmida. Quando essas massas apresentam ventos com direções opostas começa a ocorrer um torque ou um giro que vai até o chão, ou seja, uma nuvem em forma de funil consegue atingir o chão – conforme já citado anteriormente.

Fonte: Pryscilla Paiva, editora de Tempo do Canal Rural Foto:Reprodução


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